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Dois

Dois anos. Nem acredito.

Esse segundo ano na Ásia passou muito rápido, cronologicamente falando. Meu novo trabalho ocupa muito tempo e muito espaço em minha mente. Apesar disso, a sensação é que esse número dois estendeu-se por todo o sempre, quando penso naquilo que deixei de lado ou que coloquei em standby para estar aqui.

Ando vivendo intensamente, vários me dizem. De novo, em doze meses, mudei de casa, emprego e salário. Construí amizades, solidifiquei as existentes, encontrei desafios e gente que queria me ver derrotada. Escolhi caminhos difíceis e pisei em lugares que poucos se atrevem. Amadureci mais um pouco; gritei muito para ser ouvida, chorei como mulheres sempre choram e também sorri com elogios bobos e verdadeiros. Viajei um pouco menos do que gostaria. Essas marcas estão todas por aí, em meu rosto, em meu corpo e nas lembranças. Mas...

Nesse ano novo da minha história, tudo pareceu um pouco sem graça. E eu até já sei o porquê.

Algo que relutei em acreditar nos últimos meses toma forma e se torna maior do que eu: é hora de seguir adiante.

Novas estradas, outras pessoas, novas oportunidades, novas interrogações e exclamações. Sorrisos e lágrimas por outros motivos. Quem sabe, até trilhas em que já passei, mas agora sob outro olhar. Mas dessa vez, sem deixar nenhuma parte de mim à margem.

Quem quiser me acompanhar, manifeste-se. Eu estou sempre pronta para caminhar por aí, a descobrir o inimaginável.

É isso que me faz sentir, sobretudo, viva.

Essa sou eu em Angkor Wat, semana passada. A pose é só pra escapar do sol, mesmo. ; )


"Como mulher, não tenho país.
Como mulher, meu país é o mundo inteiro."
-
Virginia Woolf


: : Em KL, 17h40.

Feliz Natal!!!

Esse blog não foi interrompido. Ele só tirou férias, pois assim como a autora, precisávamos. 

Nesses últimos dois meses, já mudei de planos várias vezes - e depois de uma temporada no Brasil, já decidi o que fazer no próximo ano - ou não. =P

A maior lição que a vida nos pode dar é que ela é incontrolável; deixe-se levar de vez em quando ao invés de decidir tudo. Apesar do pragmatismo, sempre tentei aproveitar o melhor dos mundos e enxergar oportunidades onde elas parecem inexistentes. Até agora, tem dado certo.

E de certo, para o novo ano, só a ponte aérea Brasil - Malásia. As paradas intermediárias, as mudanças de rota e todas as emoções que essa viagem traz ainda estão a serem escritas.

Um Natal abençoado e um 2011 de lutas e conquistas a todos. Linus e eu agradecemos!


Até ano que vem!!


: : Srta D., de férias e em casa.